Pulse!   14 comments

 

Desejo – by Alexandre Urch

Música: Only you – Com John Lennon

 

 

Pulse!

 

Não há razão para a paixão não ser trágica!

Se não, seria romance.

Como é chato o romântico!

Como é belo o impulso!

E fastioso o amor sem tesão

No romance, vai-se ao cinema

Na paixão, explícito filme somos…

No romance, rosas chá com flores do campo

Na paixão, rosas vermelhas… Sangrando!

Largadas no chão da alcova ao primeiro abraço…

Bebe-se vinho suave num jantar romântico….

Tequila com beijo na boca no furor do desejo

Dizem que a paixão tem vida curta

Curta é a vida para uma grande paixão!

 

Yon Rique

Publicado 27 27America/Recife julho 27America/Recife 2007 por animanoturna em LÂMINAS

14 respostas para Pulse!

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  1. Querido Yon!!! Saudades.
     
    Tão bonito o que você falou sobre paixão! Paixão é uma coisa boa, mas é uma faca de dois gumes. Um salto no abismo… E que gosto amargo deixa às vezes na boca. Mas tudo na vida tem seu lado bom e seu lado mau, não é…
     
    Só a sua poesia é que não tem um lado mau, né, Yon… Sempre bela, sempre pungente, sempre falando aos corações, como se fosse dirigida especialmente a cada um deles.
     
    Um beijo, com carinho.
     
    Lui

  2. Eu???
    Paixão tem gosto de amor urgente. Semelhantes às tempestades com muitos relampejos. Ainda pede mais, muito mais.
    Aproveita cada gotinha.
    Queria…
     
    Beijo tu, beija eu
    Me beija! 

  3.  
    Se não fosse essa minha timidez assombrosa eu diria o que queria. Óbvio que já disse infinitas vezes, com num sei quantos lados e vidas, com entremeios e, especialmente, nas ditosas entrelinhas. O bom é que você sempre se reconheceu nelas. Não havia como esconder o óbvio, ou melhor, eu nem queria isso. A verdade nua e crua é que me faz um bem passar por aqui, levar um pouquinho daqui, roubar um pouquinho de você para mim, mesmo contra sua vontade, do contrário não seria roubar… achar que tudo é por mim… tá, tá, é egoísmo de minha parte pensar assim, mas quem disse que não sou?
    E a outra verdade que guardo bem guardada e que agora revelo, fingindo que você já não saiba, é que nunca o perderei de vista, nem se me faltar a vista, nem se me faltar o fôlego. Não o deixarei só, ainda que nunca chegue a vê-lo ao vivo e em cores, talvez isso realmente nunca aconteça, por várias razões que nem preciso enumerá-las, ainda assim serei sempre a que nunca o esquece, nem daqui a milhões de vidas passadas ou futuras (não creio nelas, mas aprecio citá-las).
    Tem toda razão, não há razão pra paixão não ser trágica. Mas como é infinitamente prazerosa senti-la.
    E não importa o nome que me dê, sou eu, sua Marília.
    Te adoro!!!
    Georgia

  4.  
     
    Yon
    Ando um tanto emocionada, a flor da pele, mas a vida é curta a quem sempre viveu um grande amor
    ou mesmo lembranças de um amor que só foi meu, em curta (apenas paixão)para a outra metade da estória…e
    sinto que valeu a pena, pois fiz dele, um longa…
    Tequila! Parabens, voce mexe e remexe as dores e os prazeres da vida.
    bjs Maria Cintia..
     

  5. Yon , querido amigo
    O bom é ter-te de volta!Esta versão do Lennon só podia ser aquilo que ele ,  John , sempre foi:genial !
    Nehuma paixão é eterna , talvez seja por isso que ela(a paixão) é inevitavelmente TRÁGICA !
    O Amor ? Bem , se a paixão permite a passagem para um estado d\’ alma mais sereno , afectuoso , terno ,
    macio (com momentos mt ocasionais de profundidas concordandâncias e discordâcias , em jeito de assomos quase a roçar a fúria ) então , aí , o amor acontece e a paixão é sublimada .
    Hoje não é o melhor dia , mt menos a melhor hora e instante para falar … contudo é preciso dizer , registar neste ANIMA de forma bem clara que o teu poema é para além de LITERATURA e POESIA um manancial de SABEDORIA .
    TERNA E ETERNAMENTE TEUS
     
    Jou+Sof
     

  6. Ai Déúúúúúúúúússsssssssssssssssssssssssssssssss………………. ki ber gonha ! Lá vai ! O piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii ssssssssssssssssssss !
     
    Yon , querido amigoO bom é ter-te de volta!Esta versão do Lennon só podia ser aquilo que ele ,  John , sempre foi:genial ! Nehuma paixão é eterna , talvez seja por isso que ela(a paixão) é inevitavelmente TRÁGICA !O Amor ? Bem , se a paixão permite a passagem para um estado d\’ alma mais sereno , afectuoso , terno ,macio (com momentos mt ocasionais de profundas concordâncias e discordâncias , em jeito de assomos quase a roçar a fúria ) então , aí , o amor acontece e a paixão é sublimada .Hoje não é o melhor dia , mt menos a melhor hora e instante para falar … contudo é preciso dizer , registar , neste ANIMA , de forma bem clara que o teu poema é para além de LITERATURA e POESIA um manancial de SABEDORIA .TERNA E ETERNAMENTE TEUS Jou+Sof

  7. Meu caro Yon
    Agarro este verso cantado por Alfredo Marceneiro, o mais castiço e boémio fadista Português de todos os tempos, e modestamente o adaptei, para dedicar com muita consideração, ao ilustre poeta e meu grande amigo
    Abraço.
    Lito
     
    POETA
     
    Encostado sem brio ao balcão da taberna
    De nauseabunda cor e tábua carcomida
    O boémio Poeta a lápis descreveu
    O retrato fiel duma mulher perdida
     
    Era noite invernosa e o vento desabrido
    Num louco galopar ferozmente rugia,
    Vergastando os pinhais, pelos campos corria,
    Como um triste grilheta ao degredo fugido.
    Num antro pestilento, infame e corrompido,
    Imagem de bordel, cenário de caverna,
    Vendia-se veneno à luz duma lanterna
    À turba que se mata, ingerindo aguardente,
    Estava o jovem poeta, atrofiando a mente,
    Encostado sem brio ao balcão da taberna.
     
    Rameiras das banais, num doido desafio,
    Exploravam do artista a sua parca féria,
    E ele na embriaguez do vinho e da saudade,
    Cedia às tentações daquele mulherio.
    Nem mesmo a própria luz nem mesmo o próprio frio,
    Daquele vazadouro onde se queima a vida,
    Faziam incutir à corja pervertida,
    Um sentimento bom d’amor e compaixão,
    Pelo vate que encostava a fronte ao  balcão,
    De nauseabunda cor e tábua carcomida.
     
    Impúdica mulher, perante o vil bulício
    De copos tilintando e de boçais gracejos,
    Agarrou-se ao rapaz, cobrindo-o de beijos,
    Perguntando a sorrir, qual era o seu oficio,
    Ele a cambalear, fazendo um sacrifício,
    Lhe diz a profissão em que se iniciou,
    Ela escutando tal, pedindo-lhe alcançou
    Que então lhe desenhasse um poema provocante,
    E num sujo papel, o rosto da bacante
    O embriagado poeta com um lápis rabiscou.
     
    Retocou o perfil e por baixo escreveu,
    Numa legível letra o seu  nome,
    Que um ébrio vadio, com o rosto de notivago,
    Em voz rascante e rouca à desgraçada leu,
    Esta, louca de paixão para o poeta correu, 

  8. Como eu já havia lhe dito, adorei os últimos versos, e concordo plenamente… "curta é a vida para uma grande paixão" rs
    Que bom que gostou da ilustração,  vc sempre me incentiva… obrigado!
    Beijinho!

  9. Hola Yonzito,
    Posso imaginar a tua raiva com o pc quebrado, hehe
    Que bom que já conseguiste arrumar e voltar a postar teus lindos textos! 
    Belo texto sobre a paixão…coisa tão louca de sentir e tão difícil de descrever…
    Curta cada paixão como se fosse a única, e viva intensamente SEMPRE!!!!
    Bjokas

  10. Yon, Bendito poeta… Li o poema no dia que escreveu… fiquei emocionada e paralizada que nem comentei… Este marcou aqui dentro… 
    Crua realidade bela; é o seu poema… Já que diz sem enfeites o que é… A paixão, a paixão, a paixão… (como vê, fico parada e não abro as mãos e nem a boca… ) A paixão, conheci, o amor também a seguir com outro Ser…  Adormeci na paixão e fundei castelos, acordei no amor e e os castelos se afundaram… Ambos foram a grande ponte, mas a um fiquei atracada como um navio sem rumo, as velas estão partidas e a ancora lá no fundo…
     
    O tempo foi pouco para cada um deles… porque os pensos ainda estão a proteger a ferida causa na pele por  um deles… ( de ambos não quero nada, já nada quero… Mas, de uma coisa sei: a inocencia fugiu-me ao primeiro; as ilusões eram boas, ainda que desvairadas, ainda que fizessem saltar muros, entrar em florestas às escuras…., mas era o movimento, a inconstancia de se atirar no escuro, o grito do querer, o lutar para permanecer… )
     
    Hoje, construo cidades, portos onde já não cabem os devaneios loucos dos corpos, os fogos amarrados ao corpo… ADORMECI entre dois tempos depois de viver os dois…
     
    Ai, ai ai.. ai ai ai… arrebenta-me o coração do que querer sentir … e do que quer falar e não vê horizonte para o fazê-lo…
     
    beijo, Yon…
     
     

  11. Fazia tanto tempo que não ouvia música… heis-me aqui a ouvir esse seu lennon…
    um momento para parar… reler outra vez… saber do SABER da sua experiencia… O que é o tempo??? Uma ponte!!! O que é isso aí dentro… Um espelho para dizer ao contrário o que é!
     
     
    Aqui, um calor feroz… Salva-me o ar condicionado… mas, pior que isso; este adormecimento…. este… este… este… Nada!!!!
     
    Parece que tomei Ópio… (nem sei o que é porque nunca experimentei… a única alteração que conheço, é copito a mais e isso já vai tão longe, como também as farras juvenis, onde um copito a mais parecia fazer parte da comunidae tribal – grupínea….)
     
     
     

  12.                  …
    Uma paixão surge quando não se espera,
    surge de um ollhar damasiado longo,
    de um toque de mão,
    de um beijo que não podia ter acontecido
                      …
    Uma paixão que não pode ser vivida, sentida, é um sentimento angustiante…
    Lindo texto, linda música.
    Um beijo
     
     
     
     

  13. UM BEIJO. CHEGA??? :-) ))) 

  14. Yon, como é belo o seu poema!
    Paixão é uma indefenição… tão magica e preciosa….
    É preciso vive-la intensamente…
    Beijinhos
     

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